Nos dias 7 e 8 de Setembro, na Amora e no Seixal.
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consultas de Psicologia Dinâmica centrada na auto-regulação voluntária e consciente do comportamento pessoal
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A estas constatações, que acrescento eu?
Que percepção tenho eu do que está a acontecer?
- Que, como tantos autores observam, provam e afirmam desde os primórdios das civilizações - por exemplo, os gregos clássicos; os Abel e Caim das bíblias; os contemporâneos Richard Dawkins e António Damásio -, a agressividade é uma característica básica da nossa espécie - biológica, genética. Está ao serviço da vida, e a vida reclama, muitas vezes, competição. É verdade, não há Paraíso terreno, tanto para os que crêem em Deus, como para todos os outros.
- Que vale muito o pensamento de Konrad Lorenz em que ele afirma que, no fundo, as diferentes experiências civilizacionais expressam muitas das tentativas dos grupos humanos para controlar, através do estabelecimento de rituais no contacto pessoal, seja entre conhecidos, seja entre desconhecidos, a manifestação da agressividade. Atenção! Está ele a falar da manifestação da agressividade que não serve a Vida, pelo contrário, põe em perigo a vida dos grupos humanos e das pessoas.
Em que resultou este muito pouco saudável comportamento aditivo?
- Que estamos em pleno tempo de grave extinção de espécies culturais e civilizacionais.
- Que quero eu dizer com isto? Genericamente penso que, juntámos
- um desenvolvimento social e comunicacional positivo (acesso mais livre, rápido, pessoa e directo à informação; e à muito acrescida possibilidade de todos comunicarem directamente com todos),
- a pressa em comunicar (reduzindo imenso a reflexão sobre a informação acedida),
- e a expressão de opiniões e tomadas de decisão mal informadas e avidamente moldadas por necessidades emocionais perturbadores,
- a soma, no fim, é um muito mau resultado.
- Desdenhamos dos rituais civilizacionais, atacamo-los; e tudo o que sugira regulação ou controlo do comportamento pessoal e social é tomado como injusto, racista, xenófobo, discriminatório, excluidor. Cada vez mais praticamos, com raiva e intolerância crescentes, a velha imagem de deitar fora a água suja do banho do bebé e também o próprio bebé.
- Das diferenças naturais fazemos oposições radicais em que só há o Zero e o Um: ou és dos nossos ou estás contra nós; ou pensas como nós e és porreiro e sábio, ou pensas outras coisas e és mau, perigoso e ignorante.
O neurocientista Johannes Ziegler considera que o sucesso na área da educação depende, em grande parte, da aplicação dos conhecimentos que a psicologia cognitiva tem para dar. Vem esta quarta-feira a Portugal debater o tema na Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Johannes Ziegler é um reconhecido neurocientista em França.
Estará em Portugal no final do mês para debater sobre o papel da psicologia cognitiva na educação
© DR
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Quando uma criança demonstra dificuldades em aprender a ler,
"a melhor estratégia continua a ser a intervenção intensiva da escola". "Não há soluções mágicas", diz o neurocientista
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NÃO É FÁCIL O GENUÍNO PERDÃO.“Perdoem os vossos piores inimigos”, diz num vídeo gravado na última visita ao Museu Auschwitz, aqui citado pelo “The Guardian”. “No momento em que perdoei os nazis, senti-me livre de Auschwitz e de toda a tragédia que me aconteceu.” Afinal, para Eva, não é assim tão difícil contrariar os sentimentos fundamentalistas de raça que podem conduzir a um genocídio: “Tratar todos com respeito e justiça. Não são necessárias grandes leis, não é necessário nenhum governo”.(1)____________________
“A empatia é como um músculo: se não for exercitado, atrofia, se for trabalhado, cresce.”
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| 1.ª edição das "Cartas Portuguesas" de Mariana Alcoforado |
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| August Rodin |
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| Stefan Zweig |
«Se desde crianças não nos habituamos a ver o resultado das nossas ações
no outro, se não desenvolvemos o sistema da empatia, perdemo-lo.»
«I'm not trying to overcome my fear, I'm just trying to step outside of it.»(1)
«Foi nesse clima, para mim penoso, duma pedagogia pré-fabricada, que surgiu a ideia da criação do Instituto da Criança» (2)
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| http://www.agoravox.fr/tribune-libre/article/rages-et-utopies-d-un-enfant-du-154261 |
Será que a “certeza reforçada” de que falava o Professor Delfim Santos participou na ideia que em 1974 tomou a forma do projecto de um Instituto da Criança? Pura especulação da minha parte.«Uma constante se pode verificar nas exposições dos autores que testemunham neste livro em defesa da remodelação do ensino em Portugal: a formação do professorado, a criação de um Instituto Superior de Pedagogia. O processo está concluído e a certeza reforçada.» (3) (4)
É engraçado, querido mestre, tomo consciência de que não tenho claro na minha mente o assunto das convicções religiosas que professava. Quero dizer, tenho ideia de quais seriam, mas não encontro na minha memória encontros entre nós os dois, face a face, em que os seus olhos, os gestos, e a voz espelhassem a proximidade e a distância que tivesse em relação a qualquer credo religioso; e também não me lembro de qualquer crítica, sarcasmo ou expressão de intolerância fosse em relação a que convicção religiosa fosse.“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.” (5)
O Instituto da Criança é o desenho de um projecto colectivo liderado pelo dr. João dos Santos, aproveitando a oportunidade que as circunstâncias dos tempos que se viviam proporcionava. Corria o ano de 1974, vivia-se o sabor inebriante da Revolução do 25 de Abril:«Voy a leer unas palabritas que tienen que ver con el derecho de soñar, con el derecho al delirio, a partir de algo que me ocurrió en Cartagena de Indias, hace ya algún tiempo, cuando estaba en la universidad, dando una charla, junto con un gran amigo, un director de cine argentino, Fernando Birri, y entonces los muchachos, los estudiantes hacían preguntas, a veces a mí, a veces a él, y le tocó a él la más difícil de todas.
Un estudiante se levantó y preguntó: «¿Para qué sirve la utopía? », yo lo miré con lástima y digo: «¡Uy!, ¡qué lío, ahora!», y él contestó estupendamente, de la mejor manera. Dijo que la utopía está en el horizonte, y dijo: «Yo sé muy bien que nunca la alcanzaré, que si yo camino diez pasos, ella se alejará diez pasos. Cuanto... cuanto más la busque menos la encontraré, porque ella se va alejando a medida que yo me acerco». Buena pregunta, ¿no?, ¿para qué sirve? Pues la utopía sirve para eso: para caminar.» (6)
Dez anos depois do projecto do Instituto da Criança (e dois anos depois da publicação do livro sobre a Utopia do Instituto da Criança), a minha colega Maria Guiomar Lima - fomos alunos do dr. João dos Santos na mesma altura -, jornalista de profissão, entrevistou-o e a certa altura põe-lhe as seguintes perguntas:«Foi uma luta árdua, a de nos convencermos uns aos outros, de que o Instituto era importante e, sobretudo, de convencermos alguns de que não devia ser um organismo centralizador de serviços já existentes, mas uma instituição de defesa dos Direitos da Criança, de captação do sentir da população e de diálogo com os Serviços públicos e Associações privadas. A primeira nota enviada ao ministro [dos Assuntos Sociais] foi devolvida com um despacho de desaprovação. Alice Gentil Martins disse, então, as palavras adequadas à estimulação provocatória do grupo e do ministro: "Se o Instituto da Criança é uma utopia, estamos no bom caminho."» (7)
Aqui está, é exactamente como Fernando Birri disse na resposta à pergunta sobre a utopia: pôde o dr. João dos Santos dar mais dez passos em frente; e a utopia afastou-se também mais dez passos.- O Instituto da Criança corresponde àquilo que pretendia no livro que escreveu?
- Ah, certamente que não! Eu fiz aquele livrinho, A Caminho da Utopia, que envolve decénios do meu amadurecimento. Não podia ser rapidamente captado pelas pessoas que se interessaram pelo Instituto. Os companheiros que comigo o fundaram empurraram-me e gostei. Mas agora estou numa fase em que me interessa mais passar a escrito as coisas que fiz e disse do que continuar a fazer obras.
- É por isso que o Instituto não lhe agrada? (8)
- Eu não disse que não me agrade. Está a fazer coisas interessantes, mas não está dentro daquilo que eu tinha imaginado. Eu próprio lhe chamei utopia, mas espero que, com tempo, hão-de chegar a qualquer coisa equivalente ou paralelo àquilo que eu expus. Um dia, as pessoas hão-de perceber! E fazer aquilo ou outra coisa, desde que façam sentir à sociedade que perdeu a instituição familiar como centro de educação. Na sociedade de hoje - não só em Portugal, em todo o mundo - entrega-se a educação ao Estado. Contudo, o mais importante é o que está antes da escola, ou fora dela. Só quando a escola for tudo, o que está dentro e fora do edifício escolar, é que estarão salvaguardados os interesses da criança e dos familiares. (9)
«Tel le discours des enfants, l'utopie est une conviction, la nuance vient avec l'âge.» (2)Assim escreve Boris Cyrulnik, à beira dos 80 anos de idade. Cyrulnik é neuropsiquiatra e Directeur d’Enseignement (3) na Universidade de Toulon. A afirmação é retirada do texto que é a sua contribuição para "L'Atlas des Utopies", edição de 2017, uma publicação conjunta, fora de colecção, das editoras La Vie e Le Monde.
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| Figuração da ilha Utopia na obra "Utopia" do humanista inglês Thomas More, publicada em 1516 |
Utopia, s. Do lat. humanístico Utopia, nome de país imaginário, palavra criada pelo humanista ingl. Tomás Morus (1480-1535, canonizado em 1935) com os elementos gregos ou, «não», e tópos, «lugar» (vj. top(o)-), isto é, «lugar (que) não (existe)», dada como título a uma das suas obras (em 1516. Séc. XVII, segundo Morais8. (4)Do ponto de vista conceptual, e sem querer ser exaustivo - afinal, este trabalho não é uma tese, nem ensaia senão discorrer sobre um tema que era muito caro a João dos Santos; e que eu penso conservar toda a importância, vontade e empenho de levar em frente -, pelo que convirá, na minha opinião, fazer uma delimitação, mesmo que grosseira, do conceito de utopia em relação a conceitos que lhe estão próximos, são eles os seguintes: sonho, mito, fantasia, quimera; e delírio.
«O ser humano precisa, para ser gerado, duma célula masculina e doutra feminina, como precisa para ser educado de afecto feminino e de afecto masculino (2) recebido e retribuído em relações simples, quer dizer binárias (mãe-filho) ou triangulares (mãe-filho-pai ou autoridade do clã ou grupo). O preconceito escolar que fez da educação uma técnica pedagógica, levou-nos a esquecer que a criança aprende com a mãe, antes dos três anos, tudo o que há de essencial ao homem: a dominar-se, andar, manipular, falar, etc. O desconhecimento de que o que não se aprende instintivamente com a mãe, não é susceptível de ser aprendido didacticamente, leva muitos jovens a considerar de ânimo leve as suas relações amorosas, o seu casamento, o seu divórcio e o destino dos seus filhos. (3) [...] A chamada Revolução Sexual Americana parece-nos não poder separar-se do progresso económico-social de certas comunidades urbanas e, em particular, da concepção do Homem-consumidor. Cada cidadão tende a ser actualmente um consumidor de produtos e tudo está organizado para que ele tenha tudo à sua disposição para uma vida confortável (4). Cada indivíduo vive para ter conforto e trabalha para o pagar. Inquéritos recentes feitos nos Estados Unidos mostram que a mulher se tornou sexualmente mais activa e exigente e que o homem obcecado pelo seu trabalho se mostra menos interessado e menos capaz na vida íntima do casal. A superficialidade e a versatilidade das relações extra-conjugais podem ser a reacção a este estado de coisas.» (João dos Santos, "O Tempo e o Modo", Extra-colecção, - 2.º Caderno, «O Casamento», Março de 1968, pp. 228-9)Que tem, então, na minha opinião, este pensamento de João dos Santos a ver com o Dia dos Namorados?
«Não seria capaz de dizer de onde vem a convicção que, nas circunstâncias importantes da minha vida, trava bruscamente a minha reflexão contínua para a transformar em decisão. É aquilo a que há quem chame o sentido da oportunidade. Não me interrogo, porém sobre a necessidade de fazer isto ou aquilo - é a necessidade que me leva a fazer algo que deixa de ser uma opção a partir do momento em que o vejo com clareza. Para o ver com clareza, preciso de me concentrar - o que só consigo com isolamento, durante longas caminhadas. Desde que saí de Cognac (1), organizei a minha vida de maneira a acordar no campo, a uma boa distância da cidade onde trabalho. Levanto-me cedo e percorro quilómetros sozinho. Quando saio de casa, levo comigo todos os pensamentos e todas as preocupações da véspera. Depois de caminhar meia hora ou uma hora, começam a desaparecer, e, a pouco e pouco, descubro as coisas que me rodeiam, reparo nas flores ou nas folhas das árvores. Nesse instante, sei que nada pode perturbar-me. Deixo que as minhas ideias se coloquem, por si mesmas, no seu devido lugar. Não me forço a reflectir num determinado assunto - os assuntos surgem-me naturalmente, porque persigo sempre o mesmo pensamento, ou melhor, só persigo um de cada vez. André Horré, que, com a sua mulher, Amélie, se ocupou da nossa casa - melhor dizendo, das nossas sucessivas casas, em Inglaterra, nos Estados Unidos, em França, no Luxemburgo - durante perto de 30 anos, compreendeu-me bem. "É simples, o senhor Monnet põe a sua ideia à frente, fala com ela e tira conclusões."»
«Je ne saurais dire à quoi tient cette conviction qui dans les circonstances importantes de ma vie arrête brusquement ma réflexion continue pour la transformer en décision. C'est ce que d'autres appellent le sens du moment. Mais je ne m'interroge pas sur la nécessité de faire ceci ou cela – c'est la nécessité qui me conduit à faire quelque chose qui n'est plus un choix dès l'instant où je le vois clairement. Pour le voir clairement, je dois me concentrer – ce que je ne peux obtenir que dans l'isolement, au cours de longues marches. Depuis que j'ai quitté Cognac, j'ai disposé ma vie de manière à me réveiller dans la nature, à bonne distance de la ville où je travaille. Je me lève tôt et je parcours des kilomètres en solitaire. Quand je quitte la maison, j'emporte avec moi toutes les pensées, les préoccupations de la veille. Mais quand j'ai marché pendant une demi-heure ou moment-là, je sais que rien ne peut me déranger. Je laisse mes idées se situer d'elles-mêmes à leur propre niveau. Je ne me force pas à réfléchir à un sujet donné – les sujets me viennent naturellement parce que je poursuis toujours la même pensée, ou plutôt je n'en poursuis qu'une à la fois. André Horré, qui s'est occupé avec sa femme Amélie de notre maison – je devrais dire de nos maisons successives, en Angleterre, aux États-Unis, en France, à Luxembourg – pendant près de trente ans, m'avait bien compris. « C'est simple, Monsieur met son idée devant lui, il lui parle et il conclut. »
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| Exemplo de uma Dharma talk, por Zoketsu Norman Fischer |
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| S. Freud, em 1926, com 70 anos. |
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| http://www.moddb.com/groups/empire-at-war/downloads/ save-games-star-wars-the-force-unleashed-use |
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| http://www.tvi24.iol.pt/internacional/poluicao-alteracoes- climaticas-efeito-estufa-atmosfera-onu-tvi24/1507316-4073.html |